AVENTURA ESCUDO DA DEPRESSÃO

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

VELEIRO ZEEJUTTER 2ªPARTE EM PARATY-RJ

VEJA VIDEO O RETÔRNO PARA CASA

http://www.youtube.com/watch?v=b9gYKyhV9kc



´DIÁRIO DE BORDO DO VELEIRO ZEEJUTTER 2ª PARTE, NAVEGANDO EM PARATY



ATUALIZAÇÃO DIA 5-11-2010 ABAIXO
ATUALIZAÇÃO DIA 6 A 9 DE NOVEMBRO 2010 ABAIXO
Atualização dia 14-11-2010
Atualização dia 16-11-2010
VELEIRO ZEEJUTTER


DIÁRIO 02.11.10


Estamos, Rossana e eu a bordo em Paraty, depois de dois dias nublados e caminhando muito no Rio de Janeiro.

No dia 01.11 tomamos nosso café da manhã na Confeitaria Colombo.
A Confeitaria Colombo é um ícone na vida dos cariocas desde 1913. Neste local, muitos conchavos políticos, negócios, encontros românticos e muitos momentos especiais aconteceram e continuam a acontecer.
Após o café da manhã, fomos tentar conhecer a Ilha Fiscal, mas sómente é permetida a visita a partir de quinta-feira até domingo.
Contornando o local de embarque, onde se encontram o submarino Riachuelo e outras belonaves transformadas em museus, encontro a famigerada “Nau Capitania”.
Agora vou destilar o meu veneno: A “Nau Capitania” foi “construída”(no meu entender cagada pela Gloriosa Marinha Brasileira) para o evento dos 500 anos do descobrimento do Brasil que foi comemorada em Porto Seguro.
Esta Nau só foi navegar quatro meses após ser colocada na água por falta de lastro, mal dimensionamento dos mastros e falha nos motores.
Na minha opinião, a nossa “Marinha” não consegue construir nem canoa de garapuvu.
A Marinha contratou o artífice francês Henry Moncey que exercia ilegalmente a profissão, e com a intervenção da Polícia Federal na falcatrua, ele fugiu do país.
Acredito, com a desculpa de que não tinham os detalhes técnicos da construção da Nau, a Marinha contratou esse francês para colocar a culpa em alguém caso fosse descoberto ou questionado a sua obra.
A sua cosntrução, segundo informado, chegou perto dos cinco milhões de reais.
No Posto do Sinuelo, perto de Joinville, esta empresa mandou construir nesta mesma época uma Nau em tamanho real do século XV em madeira de lei, com todos os detalhes internos, por carpinteiros de Santa Catarina, acreditando que seu custo tenha sido muito menos que a metade do valor da construção da Nau Capitania.
Em viagem com a Rossana, indo com o ZEE para Búzios, fiquei por dois dias amarrado ao trapiche do Iate Clube de Charitas, em Niterói. Com surpresa, encontramos essa Nau ancorada na pequena baia de Charitas.
Peguei meu bote e fui fazer umas fotos mais de perto. Chegando ao lado da “Nau”, encontrei dois vigilantes, que convidaram-me para subir a bordo.
Assim que subi, observei que de Nau do século XV não tinha nada. Vendo o mastro mais de perto, percebi que foi feito de fibra de vidro pintado de marrom para emitar madeira.
Os vigias convidaram para conhecer o interior da embarcação, encontrando lá umas paredes retas, com portas de casa, pintadas de branco, mais parecendo um barco de pesca ou um pequeno apartamento.
Mostraram-me um pedaço circular de madeira, informando que foi tirada do fundo do barco para colocar um registro. Pasmem, era um pedaço de dois compensados colados com um aramado no meio deles. Isso mesmo, uma réplica de terceira categoria de compensado naval com mastro de fibra de vidro....pode. E a Marinha tem a pachorra de deixar essa coisa ao lado de belonaves.
Na minha opinião, a melhor solução é colocar essa merda (porque bosta também bóia) a fazer de bóia de sinalização em algum lugar visível, porque de longe até que é legal.
DIÁRIO 03.11.10
Hoje troquei o carburador do motor de popa da minha canoa. O original estava vazando muito, substituindo por um de mobilete que o Iôran comprou para mim em Florianópolis.
Está acontecendo um campeonato de barcos movidos a energia solar, aqui em Paraty. Fui dar uma espiada, perguntando aos concorrentes a potência de uma das placas. A placa solar que uso no ZEE tem o mesmo tamanho que os usados nos barcos do campeonato, com a diferença que as mais modernas tem o dobro da potência da minha, que chega a fornecer até 65w, e as atuais 125w.

DIÁRIO 04.11.10
Deixamos Paraty parando para almoçar na Ilha do Cedro.
Após uma sesta, fomos parar para pernoite na Ilha do Sandri, em frente da Usina Nuclear de Angra dos Reis.
Assim que nos aproximávamos, um velejador berrava e gesticulava para nós, sem eu reconhecer quem era.
Assim que ancorei, peguei minha canoa e me aproximei do veleiro, curioso para saber quem era....grata surpresa, era o Julien.
Conhecemos Julien em Jurerê no verão de 2009. Ele veio no seu veleiro de 27 pés da França até Florianópolis sem motor.
Navegador nato, jovem e destemido, adotou o Brasil como sua casa. Casou com uma baiana e veio com ela para Angra dos Reis trabalhar com capotaria de veleiro e costuras diversas.

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DIÁRIO 05.11.10
Da Ilha do Sandri fomos direto para Ilha Grande, parando na Lagoa Azul (Freguesia de Santana) e aproveitando para limpar o fundo do casco.
No meio da tarde fomos contra vento e correnteza até o Saco do Céu, parando finalmente em um lugar seguro e sem marolas.
O barômetro já no início da tarde tinha descido bastante, prenunciando um temporal.
De noite bateu um vento forte que levou um veleiro de Porto Alegre para a praia.
DIARIO 06.11.10
O dia amanheceu chuvoso e de tarde bateu forte vento, impedindo de irmos para o Abrão.
Ficamos dentro do barco a ver filmes DVD.

Diário 08.11.10
O dia sete amanheceu lindo, e fomos para o Abraão. Ancoramos no final da praia, perto de umas escunas, e logo descendo para passear pelo centrinho do Abraão.
No final da tarde voltamos para o barco, ficando por ali mesmo, percebendo que seria melhor ter ido para o Abraãozinho.
Durante a noite o vento acalmou, deixando o barco no través das ondas, balançando muito o veleiro.
Assim que acordamos, levei o barco para o Abrãozinho para tomar um café da manhã mais tranquilo e para o próximo pernoite.
De manhã saimos para caminhar em umas das trilhas da Ilha Grande, subindo e descendo morros por duas horas e meia.

Diário 09.11.10
Dizem que tudo tem exceção, inclusive para argentinos. Conheci mais um argentino boa gente ancorado na Ilha Grande.
Anibal, comandante de um trimarã feito em Joinville, vivendo há muito tempo aqui por Angra dos Reis. Voltar para a Argentina jamais.
Perguntei se ele conhecia um amigo meu de nome Ricardo, também lá das bandas dele, afirmando que conheceu ele navegando por aqui.
Ricardo Altério conheci no verão deste ano em Jurerê, argentino, morando na França, navegando pelo Brasil, com alma brasileira.
Saímos do Abraão cedo, indo para a cidade de Angra dos Reis, parando no Shopping Piratas Mall.
Pegando a fila do restaurante, quem eu encontro foi o Dávila, que devia estar no norte do Brasil com seu veleiro.
Por causa de um acidente no Rio de Janeiro que quase decepou seu dedo, teve que ficar por Angra por uns tempos até melhorar.




Diário14.11.10 Paraty
Estamos ancorados em frente do trapiche de Paraty. Saimos de Angra no dia 10 em um lindo dia de sol, parando nas ilhas Botinas para um banho, seguindo de tarde para a Ilha do Cedro.
A partir do meio dia o tempo fechou, batendo vento sul e chuviscando. Era para irmos no dia 11 para a Ilha da Cutia, mas como chovia resolvemos ir direto para Paraty.
Ficamos a maioria do tempo dentro do barco vendo tv e filmes DVD, indo no meio da tarde para o centrinho tomar café com bolo.





Hoje, dia 14 que o tempo deu uma pequena abertura, possibilitando um passeio de canoa pelo rio Perequê-Açu, e depois pelas redondezas perto de Paraty.
Acabamos atravessando a baia indo parar em uma praia particular com uma bélissima casa, com um enorme jardim, de propriedade do Fernandinho, aquele sócio da Camargo Corrêa.
Depois paramos em uma praia, na Ponta do Cantagalo, onde os veleiros que estão de passagem por Paraty costumam parar, ficando em média cinco veleiros perto da praia, que tem uma bica com uma excelente água para abastecer o barco.
Amanhã a Rossana volta para Florianópolis, e eu vou ficar dois dias para me preparar para voltar de barco.


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DIÁRIO 16.11.10
Ancorado na praia do Cantagalo, chovendo um pouco e com mais uns seis veleiros ao redor, começo a ter vontade de escrever novamente.
Tive a oportunidade de conhecer um casal frances (Jean Paul e Cecilia), exemplo no meu entender do que é ser navegador nato, e isso me deu a vontade de escrever sobre pessoas especiais que andei conhecendo pelo caminho da minha vida.
Jean é um cara simples, com as mãos e o rosto super enrugados, muito parecido com os pescadores açorianos do Sul do Brasil. Já estão a mais de dezenove anos a navegar pelo mundo com um veleiro de aço de trinta pés.
Um navegador muito parecido, Allan, do veleiro Bebinka, navegador solitário que já deu cinco voltas ao mundo em solitário.
O que chama a atenção é sua simplicidade, que de um olhar de relance não se dá nenhuma importância no primeiro contato, mas a partir de alguns instantes se percebe que se está em frente de um livro vivo, de quem viveu muito e muitas histórias para contar.
Sei que santo de casa não faz milagres, mas não posso deixar de falar do meu pai. Por sorte do meu destino, sou filho de um grande homen, que se destaca entre milhares pela sua bondade, grandeza de alma, resistência física, esportista, pai, avô, bisavô e de tudo que em um verdadeiro homen deve se espelhar.
Conheci um alemão que lutou na segunda guerra como piloto de avião de caça, derrubando mais de cem aviões inimigos e se tornou um dos ases da aviação mundial.
Outro alemão que me inspirou na minha vida de motociclista foi seu Walter, que me ensinou a trabalhar nas minhas velhas Norton e Jawa. Foi o homen que primeiro montou as motos importadas nos anos cinquenta e sessenta em Joinville.
No dia 15 comemoramos nossos aniversários, Cecilia (64) e eu (54) com um almoço no centro de Paraty e depois com café e bolo a bordo do ZEE.

É viajando que se tem grandes oportunidades de conhecer pessoas especiais, que fazem a diferença, que nos enchem de esperançamos, mostrando que o horizonte é grande e que muito podemos fazer.





CONTINUA NA PROXIMA ATUALIZAÇÃO,AGUARDE
















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