

Depois da reforma 12.11





Primeiro churrasco a bordo, heheh.
como sempre digo,
"ASAS OS SEUS SONHOS E MÉRITO PELA REALIZAÇÃO"
Nada como ficar agulhoso pelo seus feitos,pela conquita e realização
é uma maneira de conhecer o mundo, mundo esse destruido pela ganância, é uma pena, mais o que fazer somos pequenos, o importante neste momento é viver, viver com a natureza, prezervar que ainda resta, é nossa obrigação. -- Erico Neves
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DIÁRIO 05.11.10
Da Ilha do Sandri fomos direto para Ilha Grande, parando na Lagoa Azul (Freguesia de Santana) e aproveitando para limpar o fundo do casco.
No meio da tarde fomos contra vento e correnteza até o Saco do Céu, parando finalmente em um lugar seguro e sem marolas.
O barômetro já no início da tarde tinha descido bastante, prenunciando um temporal.
De noite bateu um vento forte que levou um veleiro de Porto Alegre para a praia.
DIARIO 06.11.10
O dia amanheceu chuvoso e de tarde bateu forte vento, impedindo de irmos para o Abrão.
Ficamos dentro do barco a ver filmes DVD.
Diário 08.11.10
O dia sete amanheceu lindo, e fomos para o Abraão. Ancoramos no final da praia, perto de umas escunas, e logo descendo para passear pelo centrinho do Abraão.
No final da tarde voltamos para o barco, ficando por ali mesmo, percebendo que seria melhor ter ido para o Abraãozinho.
Durante a noite o vento acalmou, deixando o barco no través das ondas, balançando muito o veleiro.
Assim que acordamos, levei o barco para o Abrãozinho para tomar um café da manhã mais tranquilo e para o próximo pernoite.
De manhã saimos para caminhar em umas das trilhas da Ilha Grande, subindo e descendo morros por duas horas e meia.
Diário 09.11.10
Dizem que tudo tem exceção, inclusive para argentinos. Conheci mais um argentino boa gente ancorado na Ilha Grande.
Anibal, comandante de um trimarã feito em Joinville, vivendo há muito tempo aqui por Angra dos Reis. Voltar para a Argentina jamais.
Perguntei se ele conhecia um amigo meu de nome Ricardo, também lá das bandas dele, afirmando que conheceu ele navegando por aqui.
Ricardo Altério conheci no verão deste ano em Jurerê, argentino, morando na França, navegando pelo Brasil, com alma brasileira.
Saímos do Abraão cedo, indo para a cidade de Angra dos Reis, parando no Shopping Piratas Mall.
Pegando a fila do restaurante, quem eu encontro foi o Dávila, que devia estar no norte do Brasil com seu veleiro.
Por causa de um acidente no Rio de Janeiro que quase decepou seu dedo, teve que ficar por Angra por uns tempos até melhorar.
Diário14.11.10 Paraty
Estamos ancorados em frente do trapiche de Paraty. Saimos de Angra no dia 10 em um lindo dia de sol, parando nas ilhas Botinas para um banho, seguindo de tarde para a Ilha do Cedro.
A partir do meio dia o tempo fechou, batendo vento sul e chuviscando. Era para irmos no dia 11 para a Ilha da Cutia, mas como chovia resolvemos ir direto para Paraty.
Ficamos a maioria do tempo dentro do barco vendo tv e filmes DVD, indo no meio da tarde para o centrinho tomar café com bolo.
Hoje, dia 14 que o tempo deu uma pequena abertura, possibilitando um passeio de canoa pelo rio Perequê-Açu, e depois pelas redondezas perto de Paraty.
Acabamos atravessando a baia indo parar em uma praia particular com uma bélissima casa, com um enorme jardim, de propriedade do Fernandinho, aquele sócio da Camargo Corrêa.
Depois paramos em uma praia, na Ponta do Cantagalo, onde os veleiros que estão de passagem por Paraty costumam parar, ficando em média cinco veleiros perto da praia, que tem uma bica com uma excelente água para abastecer o barco.
Amanhã a Rossana volta para Florianópolis, e eu vou ficar dois dias para me preparar para voltar de barco.
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DIÁRIO 16.11.10
Ancorado na praia do Cantagalo, chovendo um pouco e com mais uns seis veleiros ao redor, começo a ter vontade de escrever novamente.
Tive a oportunidade de conhecer um casal frances (Jean Paul e Cecilia), exemplo no meu entender do que é ser navegador nato, e isso me deu a vontade de escrever sobre pessoas especiais que andei conhecendo pelo caminho da minha vida.
Jean é um cara simples, com as mãos e o rosto super enrugados, muito parecido com os pescadores açorianos do Sul do Brasil. Já estão a mais de dezenove anos a navegar pelo mundo com um veleiro de aço de trinta pés.
Um navegador muito parecido, Allan, do veleiro Bebinka, navegador solitário que já deu cinco voltas ao mundo em solitário.
O que chama a atenção é sua simplicidade, que de um olhar de relance não se dá nenhuma importância no primeiro contato, mas a partir de alguns instantes se percebe que se está em frente de um livro vivo, de quem viveu muito e muitas histórias para contar.
Sei que santo de casa não faz milagres, mas não posso deixar de falar do meu pai. Por sorte do meu destino, sou filho de um grande homen, que se destaca entre milhares pela sua bondade, grandeza de alma, resistência física, esportista, pai, avô, bisavô e de tudo que em um verdadeiro homen deve se espelhar.
Conheci um alemão que lutou na segunda guerra como piloto de avião de caça, derrubando mais de cem aviões inimigos e se tornou um dos ases da aviação mundial.
Outro alemão que me inspirou na minha vida de motociclista foi seu Walter, que me ensinou a trabalhar nas minhas velhas Norton e Jawa. Foi o homen que primeiro montou as motos importadas nos anos cinquenta e sessenta em Joinville.
No dia 15 comemoramos nossos aniversários, Cecilia (64) e eu (54) com um almoço no centro de Paraty e depois com café e bolo a bordo do ZEE.
É viajando que se tem grandes oportunidades de conhecer pessoas especiais, que fazem a diferença, que nos enchem de esperançamos, mostrando que o horizonte é grande e que muito podemos fazer.
CONTINUA NA PROXIMA ATUALIZAÇÃO,AGUARDE